[Sangra em mim tudo o que desprezo.
Sangram possibilidades que me destroem,
Por eu saber que nunca vou segui-las,
Sangram meias verdades que até então eu acreditava,
E mentiras que não são mais próprias de minhas invenções.
As lágrimas escorrem como fel,
E seguem até o paradouro que outrora foi berço de doçura.
Não imagino como fechar essas chagas,
Ou secar as lágrimas pérfidas que inundam minha alma.
Minhas tentativas caçoam de mim,
Assim como meus alvos.
Ao que vejo, não impregno mais confiança,
Apenas me faço de resistente,
Usando falso veludo altivo pra me cobrir.]
