[Tudo está ficando escuro. Você quer falar, mas já não há quem te ouça. Existem as mesmas pessoas, e elas já sabem quem você é. Tudo que é dito é colocado contra você, porque já foi dito tudo antes. Em giros pelo ar, seus pensamentos são assombrosos, Na volta do camaleão só se vê reflexos espectros. Bum! A roda gigante não atrai mais fogos de artifícios.]
[Os campos são extensos. São campos de trigo. Lá é fácil se perder, porém, tem também imensidão para se encontrar. Onde está o caminho nem sempre é onde se vê a estrada, Olhar para o horizonte nos leva a enxergar além do começo.]
[Você é culpado, negado, e em seguida é julgado. Você se permite ser assim. As dores são mais intensas, então você busca tratá-las. Depois, descobre que existe algo por trás, uma espada que você mesmo insiste em afrontar contra seu peito, ainda que sem vê-la em cor e dimensões. A cada dia que passa um novo modo de ser se é possível, mas as possibilidades de o sê-lo já não mais fazem parte do seu dito peso. Afinal. “Você foi medido, pesado, avaliado e considerado insuficiente!” (Coração de Cavaleiro)]