[Sangra em mim tudo o que desprezo.
Sangram possibilidades que me destroem,
Por eu saber que nunca vou segui-las,
Sangram meias verdades que até então eu acreditava,
E mentiras que não são mais próprias de minhas invenções.
As lágrimas escorrem como fel,
E seguem até o paradouro que outrora foi berço de doçura.
Não imagino como fechar essas chagas,
Ou secar as lágrimas pérfidas que inundam minha alma.
Minhas tentativas caçoam de mim,
Assim como meus alvos.
Ao que vejo, não impregno mais confiança,
Apenas me faço de resistente,
Usando falso veludo altivo pra me cobrir.]
quinta-feira, 29 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Razão Ou Descontrole [?]
[Toda vida não é uma só.
A cada dia somos quem menos pensávamos que fôssemos.
A amplitude que os nossos medos ganham ou a velocidade que nos dão adeus,
Cada vez mais nos espanta.
Pensei, em uma época, que eu pudesse mudar e agradar quem bem quisesse, a qualquer hora,
Mas eu não tinha noção do que meu ego se dispunha a fazer.
Eu não posso mudar a todo tempo, nem ao menos fingir que posso,
Principalmente, ao que se refere em agradar ou ser bem vista para quem quer que seja,
Eu não tenho esse controle.
Minhas escolhas pouco são pensadas ou definidas previamente,
Minha vontade em demonstrar amor se choca com meu instinto dominador e ríspido.
Talvez fosse mais sensato que eu tivesse medo, medo da fúria, mas não tenho.
Tem tempo que não tenho medo e tão pouco penso na morte,
Quando isso me acontecia me afastava dela,
Fazia rezas infundadas e juras de caráter que nem sei de onde vinham.
Mas pra falar a verdade, não me lembro de ter cumprido nada.
Hoje já sei que não posso me moldar à acarinhar ninguém,
E veja bem, meu íntimo também não tem sido adequadamente privilegiado nessas mutações.]
A cada dia somos quem menos pensávamos que fôssemos.
A amplitude que os nossos medos ganham ou a velocidade que nos dão adeus,
Cada vez mais nos espanta.
Pensei, em uma época, que eu pudesse mudar e agradar quem bem quisesse, a qualquer hora,
Mas eu não tinha noção do que meu ego se dispunha a fazer.
Eu não posso mudar a todo tempo, nem ao menos fingir que posso,
Principalmente, ao que se refere em agradar ou ser bem vista para quem quer que seja,
Eu não tenho esse controle.
Minhas escolhas pouco são pensadas ou definidas previamente,
Minha vontade em demonstrar amor se choca com meu instinto dominador e ríspido.
Talvez fosse mais sensato que eu tivesse medo, medo da fúria, mas não tenho.
Tem tempo que não tenho medo e tão pouco penso na morte,
Quando isso me acontecia me afastava dela,
Fazia rezas infundadas e juras de caráter que nem sei de onde vinham.
Mas pra falar a verdade, não me lembro de ter cumprido nada.
Hoje já sei que não posso me moldar à acarinhar ninguém,
E veja bem, meu íntimo também não tem sido adequadamente privilegiado nessas mutações.]
terça-feira, 20 de abril de 2010
Declive
[Estou caindo,
Há raios e trovões em volta.
Queria permitir que meus braços se esticassem,
Trazendo até mim a extensão da luz do sol para me salvar,
Mas não quero.
Não quero me salvar,
Não quero evitar minha queda.
Quero que meus olhos se inflamem de tanta descoberta,
Até meu olhar se fixar àquilo que mais lhe atrair,
Mesmo que seja ao som de estrondos ensurdecedores.]
Há raios e trovões em volta.
Queria permitir que meus braços se esticassem,
Trazendo até mim a extensão da luz do sol para me salvar,
Mas não quero.
Não quero me salvar,
Não quero evitar minha queda.
Quero que meus olhos se inflamem de tanta descoberta,
Até meu olhar se fixar àquilo que mais lhe atrair,
Mesmo que seja ao som de estrondos ensurdecedores.]
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Chamas Do Suplício
[Sol ardente em puro sorriso,
Desconstrua-me em beijos e toques,
Faça meu corpo se desnudar sem insegurança.
Não quero verter-me em falta,
Quero agraciar-me de mais e mais esplendor.]
Desconstrua-me em beijos e toques,
Faça meu corpo se desnudar sem insegurança.
Não quero verter-me em falta,
Quero agraciar-me de mais e mais esplendor.]
domingo, 18 de abril de 2010
O Intocado
[Toda e qualquer menção poética do amor se envereda pelo não real,
E busca como sequência o abismo dos dizeres maiores e incomparáveis.
São desconhecidos de quem ama os limites e as dosagens de maturidade,
Talvez porque é desejo manifestar nas palavras a mesma sublimidade daquilo que pulsa.
Mas há quem apenas deseje o real e não faça conotação entre amor e poesia,
Entre flor e beijo, entre cafuné e música, entre a dança e as estrelas.
E veja, não é falta de amor, é maior apreciação pelo possível determinado,
Do que pelo imaginado possível e existente, embrulhado em abraços.
Sim, não é um erro amor sem verso, eu diria que é menos sobrenatural,
O que me faz perguntar: Onde posso tocar no amor, se não no que me cabe enunciar dele?]
E busca como sequência o abismo dos dizeres maiores e incomparáveis.
São desconhecidos de quem ama os limites e as dosagens de maturidade,
Talvez porque é desejo manifestar nas palavras a mesma sublimidade daquilo que pulsa.
Mas há quem apenas deseje o real e não faça conotação entre amor e poesia,
Entre flor e beijo, entre cafuné e música, entre a dança e as estrelas.
E veja, não é falta de amor, é maior apreciação pelo possível determinado,
Do que pelo imaginado possível e existente, embrulhado em abraços.
Sim, não é um erro amor sem verso, eu diria que é menos sobrenatural,
O que me faz perguntar: Onde posso tocar no amor, se não no que me cabe enunciar dele?]
sábado, 17 de abril de 2010
Contramão
[Eu posso não ser muito, mas tento ser tão grande.
Aos meus olhos, aos olhos que me consomem, eu enxergo devaneios...
E nem sempre são mentiras.
Quem me dera pudesse tocar no clarão do vento,
Ser em alma gente, ser em voz canto.
Deixar meu frio ser coragem e meu choro ser ausente.
Assim como meus fantasmas, não quero ser só cinza,
Meus fantasmas também são coloridos,
Mas não são pequenos e nem grandes,
Apenas são e são...e são...]
Aos meus olhos, aos olhos que me consomem, eu enxergo devaneios...
E nem sempre são mentiras.
Quem me dera pudesse tocar no clarão do vento,
Ser em alma gente, ser em voz canto.
Deixar meu frio ser coragem e meu choro ser ausente.
Assim como meus fantasmas, não quero ser só cinza,
Meus fantasmas também são coloridos,
Mas não são pequenos e nem grandes,
Apenas são e são...e são...]
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