[Toda e qualquer menção poética do amor se envereda pelo não real,
E busca como sequência o abismo dos dizeres maiores e incomparáveis.
São desconhecidos de quem ama os limites e as dosagens de maturidade,
Talvez porque é desejo manifestar nas palavras a mesma sublimidade daquilo que pulsa.
Mas há quem apenas deseje o real e não faça conotação entre amor e poesia,
Entre flor e beijo, entre cafuné e música, entre a dança e as estrelas.
E veja, não é falta de amor, é maior apreciação pelo possível determinado,
Do que pelo imaginado possível e existente, embrulhado em abraços.
Sim, não é um erro amor sem verso, eu diria que é menos sobrenatural,
O que me faz perguntar: Onde posso tocar no amor, se não no que me cabe enunciar dele?]
