sábado, 24 de abril de 2010

Razão Ou Descontrole [?]

[Toda vida não é uma só.
A cada dia somos quem menos pensávamos que fôssemos.
A amplitude que os nossos medos ganham ou a velocidade que nos dão adeus,
Cada vez mais nos espanta.
Pensei, em uma época, que eu pudesse mudar e agradar quem bem quisesse, a qualquer hora,
Mas eu não tinha noção do que meu ego se dispunha a fazer.
Eu não posso mudar a todo tempo, nem ao menos fingir que posso,
Principalmente, ao que se refere em agradar ou ser bem vista para quem quer que seja,
Eu não tenho esse controle.
Minhas escolhas pouco são pensadas ou definidas previamente,
Minha vontade em demonstrar amor se choca com meu instinto dominador e ríspido.
Talvez fosse mais sensato que eu tivesse medo, medo da fúria, mas não tenho.
Tem tempo que não tenho medo e tão pouco penso na morte,
Quando isso me acontecia me afastava dela,
Fazia rezas infundadas e juras de caráter que nem sei de onde vinham.
Mas pra falar a verdade, não me lembro de ter cumprido nada.
Hoje já sei que não posso me moldar à acarinhar ninguém,
E veja bem, meu íntimo também não tem sido adequadamente privilegiado nessas mutações.]